segunda-feira, 3 de novembro de 2014

TUDO É GRENAL - GRÊMIO

Passado o jogo de sábado a noite contra o Vitória, o foco do Tricolor, como não poderia deixar de ser, passa a ser o Grenal e a importância de voltar a vencer o clássico.

O time tem uma semana cheia para treinamentos (fechados, com toda a certeza) para aprimorar a transição meio-ataque. O Grêmio sofre muito para chegar a frente com qualidade. A solução, já escrita nesse espaço há algum tempo, passa pela efetivação de Alan Ruiz como meia central nesse esquema do Felipão. Coloco o argentino jogando centralizado, pois imagino que o time irá a campo com três volantes no próximo domingo. Retiraria Luan, portanto, deixando o ataque com Barcos e Dudu, mesmo que esse último seja uma enceradeira, mas é quem mais produziu até o momento. Particularmente, prefiro o Fernandinho, mas entendo que o mesmo não recebeu sequencia e confiança para jogar. Aí é difícil.

Sobre o jogo contra os baianos, utilizo-me da expressão “mais do mesmo”. O time do Grêmio foi aquilo que tem sido desde a chegada de Felipão. Time fechado, defesa consistente, Marcelo Grohe contribuindo com um milagre e consolidando-se como o melhor goleiro do Brasileirão, meio de campo sonolento e ataque inoperante. E mesmo assim o time encontra-se em sexto lugar, a apenas dois pontos do Internacional.

Ao meu entender, o grande problema para esse jogo passou pela escalação que o Felipão mandou. Lucas Coelho e Barcos juntos somente em situações emergenciais, como no jogo contra o Coritiba. Começando um jogo não tem como dar certo. Ainda mais quando o Coelho descia um pouco mais para armar o jogo. Essa escalação não tinha como dar certo contra um time que veio com o propósito de se defender o tempo inteiro. O time baiano veio retrancado e não se ganha de retranca com duas torres enfiadas na área. Pra passar por um time fechado é necessária velocidade e drible. Seria mais interessante começar com Fernandinho ou Alan Ruiz no lugar do Lucas Coelho.

Porém, lembrei-me do último post sobre o Grêmio. E de quanto o Felipão gosta de derrubar teses.

O Pará era um jogador até então dispensável para grande parte dos gremistas. Se não era dispensável, era no mínimo um reserva. E agora vemos que os últimos quatro pontos do Tricolor passam pelos pés dele. A assistência perfeita para Riveros no sábado retrasado somada a participação fundamental no gol contra do último jogo, fazem com o que o jogador torna-se peça FUNDAMENTAL no time tricolor. Sim, FUNDAMENTAL, em caixa alta e tudo. Pará cresceu muito com o sistema defensivo montado pelo Felipão. Quanto o time era treinado pelo Enderson o destaque para o Parázinho era para suas lambanças e erros. Mérito do Scolari.

Agora é treinar. Treinar, treinar e treinar.
É encontrar uma definição de time equilibrado.
Que possa atacar com qualidade e defender com inteligência.
O Internacional não é o Vitória, Coritiba ou Figueirense.
É um time com um ataque poderoso, rápido e de qualidade acima da média. Se chegarem na frente do Marcelo, é provável que tragam mais perigo.
Se o Grêmio quer mais nesse ano, se quer começar 2015 jogando a Libertadores, deve ganhar o Grenal.
E não só por isso.

Faz dois anos que o Grêmio não ganha um clássico. O torcedor merece essa vitória. Merece soltar a flauta presa na garganta, guardada desde o gol de Elano, ainda no velho Beira-Rio.

Curtam a nossa fan page: https://www.facebook.com/podcastduasbolas
Escutem nossos programas: https://soundcloud.com/podcastduasbolas

Nenhum comentário:

Postar um comentário