Hoje teremos um novo relato e opinião sobre o jogo do
Internacional.
Estive, em função da minha conclusão do Curso de
Pós-Graduação em Gestão Profissional de Futebol (sim, o blog tem pessoas que
buscam atualização e aperfeiçoamento para falar de futebol), assistindo ao jogo
do Inter contra o Atlético Mineiro no Beira-Rio.
Entrei no campo e assisti ao jogo de camarote. As fotos não
me deixam mentir.
O que eu vi desse jogo?
O bom de ser um “infiltrado” num jogo desses é que é
possível ten
tar ver o jogo com outros olhos, não o de torcedor. Eu me
concentrei em algumas coisas durante o jogo, já pensando na análise que faria
por aqui.
Primeiro de tudo: o Inter estará na Libertadores da América
2015! Isso já é um fato consumado. O time precisa de pouco para chegar lá. E
como vem jogando pouco, deve dar para o gasto.
O time de Abel Braga não vem conseguindo atuação de encher
os olhos, mas consegue encher o coração dos colorados de alegrias, com gols no
finzinho. Quando tudo parece caminhar para um resultado negativo, o time
consegue “à fórceps” o gol da vitória. Entretanto, o conjunto das últimas
atuações do time é constrangedor. Repito e insisto: O CONJUNTO DE ATUAÇÕES, NÃO
O RESULTADO.
É bom que se diga que no sábado, nem o Atlético foi
suficientemente capaz de alguma coisa. O time praticamente reserva do Atlético,
somente com Josué e Vitor (esse último aliás muito “homenageado” pela torcida
colorada) dos titulares em campo, o time tentou amorcegar o jogo, saindo em
contra-ataques rápidos com seus jogadores de frente, todos muito ligeiros.
Tanto é que nem nas alterações Levir Culpi chamou os titulares. Mandou a base
para o jogo, de olho na final da Copa do Brasil.
Falando do Inter, eu vejo um time sem organização nenhuma. O
time usou e abusou da ligação direta, usando balão a todo o momento. A
construção de jogadas foi mínima. O primeiro tempo do Inter se resumiu ao lance
do gol. E nada mais. Foi muito pobre.
No segundo, o time só teve domínio nas ações quando Abel
deixou o time sem volantes, puxando Willians pra lateral e colocando o time
todo na frente. O Atlético recuou, aceitando a pressão, e foi castigado aos 49
minutos. As jogadas feitas até o gol eram frutos de cruzamentos na área (que
foram muitos) ou bola parada. Nada mais.
A sorte do Inter é que o time tem conseguido os resultados
acima de suas atuações.
Escrevi no texto sobre Grêmio e Cruzeiro que o Tricolor não
merecia estar na LA2015.
Pois bem, para mim O
INTERNACIONAL TAMBÉM NÃO MERECE ESTAR.
O time não vem jogando bem durante grande parte do
campeonato. Teve alguns lampejos e nada mais. Mas contou muito com o fato do
campeonato estar nivelado. À exceção de dois ou três times, o restante é nível intermediário.
E não estou falando isso como gremista que está “chateadinho” com o seu time
fora e o colorado dentro. Me considero com condições de avaliar o futebol não
só pelos resultados. O Inter está completamente desorganizado.
E aí entra a sorte novamente. Ano que vem Abel vai embora,
pois provavelmente a diretoria do Internacional será outra, que não deseja o
comandante na casamata. O desejo é Tite, que deverá aceitar e não duvido que
traga consigo Fábio Mahseredjian, com quem foi muito bem no Corinthians.
Aí a porca vai torcer o rabo. A única coisa que pode
atrapalhar o Inter em 2015 são os jogadores que ali estiverem. Dida, Paulão,
Juan, Fabrício, Jorge Henrique, Rafael Moura e WP9 tem contratos para ano que
vem e são muito questionados pela torcida. Se eles ficarem, vão jogar em algum
momento.
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