segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PRÉ-TEMPORADA EUROPEIA E SEUS DILEMAS



Na semana passada, dois técnicos de gigantes ingleses reclamaram na semana passada sobre as viagens que seus times se submetem nas pré-temporadas. Tanto Louis van Gaal quanto Arsene Wenger, managers de Manchester United e Arsenal respectivamente, tornaram essa constatação pública.

Para ambos os técnicos as viagens e o “jetleg” atrapalham os períodos de treinamento. A dúvida que fica é em relação ao impacto desses eventos comerciais da pré-temporada nas receitas dos clubes, pois normalmente são organizados com a ajuda dos patrocinadores dos times e os mesmos esperam esse momento para a ativação da relação com o clube.

O Manchester United, recentemente fechou acordos de patrocínios que somam US$ 300 milhões (Chevrolet e Adidas). Para se ter uma ideia, esse valor é maior que a receita total de clubes como Inter de Milão, Atlético de Madri e Tottenham Hotspurs.

A maioria dos times grandes da Europa mudou se foco de atuação. As pré-temporadas saíram da Ásia e estão se deslocando para os Estados Unidos. O motivo? O primeiro deles é o dinheiro envolvido, é claro. O segundo, é que o esporte está atingindo por lá patamares mais sólidos, transformando os americanos em consumidores mais “experientes” do soccer. Isso faz com que eles desejem também jogos com alto nível de competitividade e não apenas amistosos apelidados de “caça-niqueis”.

Uma prova disso é o jogo de sábado envolvendo Manchester United e Real Madrid, vencido pelo time inglês por 3 a 1. A partida foi o maior evento esportivo do país, onde mais de 109 mil pessoas estiveram presentes, ultrapassando uma partida de futebol americano com 105 mil espectadores.

 


Mas a pergunta que fica é: o que vale mais para o clube? Fazer esse tour por países ricos atrás do dinheiro de patrocinadores, ou focar-se na preparação dos times para as competições disputadas na temporada?

No Brasil não temos esse dilema. A pré-temporada é basicamente para treinar e jogar contra times amadores ou combinados locais. Estamos longe desse problema. E isso é muito, muito ruim. Mas isso é tema para outros posts.

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