segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O INTER E SUAS OSCILAÇÕES

Antes de tudo: sou gremista! 
Sim, gremista. Desde que me conheço por gente torço pelo Tricolor.
Minha primeira lembrança é de Grêmio e Ceará, na final de Copa do Brasil de 1994, ganha com um gol de Nildo. Depois disso, Libetadores, Brasileiro e por aí vai.

Mas o que isso tem a ver com um post falando sobre o Inter.

Simples. Os cinco integrantes desse blog/podcast estão na mesma geração dominada por gremistas que viram o que eu vi e passaram a torcer pelo time azul. Temos apenas um colorado entre nós. E esse se nega a escrever para o blog. Ele é o chefe, ele pode.

Sobra pra mim, então, escrever sobre o Internacional também.
Não tenho preocupações quanto a isenção. Minha esposa e sua família toda são colorados. 
Aprendi com o tempo a analisar as coisas mais friamente e sem tanta corneta.

Ao olhar o jogo do Inter, no péssimo horário definido pela Globo, e seus últimos jogos recentes, é possível constatar que o Inter tem uma dupla identidade.

O começo do jogo foi avassalador. O Inter dominou o Bahia com facilidade e chegou aos 2 a 0 sem sobressaltos. Jogava melhor, porque era muito, mas muito mesmo, melhor que o Bahia. O ataque se entendia, Alan Patrick reencontrava o futebol dos Grenais do Gauchão. 

Mas nem tudo ia bem. Entre um gol e outro, o Inter falhou onde tem falhado sempre: na bola aérea. A zaga foi mal e deixou o Alisson trabalhar. 

No fim do primeiro tempo e em grande parte do segundo, o Inter poderia ter feito mais gols e definir uma vitória com facilidade. Não conseguiu graças ao único jogador que se salva no Bahia: Marcelo Lomba. Ele tem feito bons jogos e se o time baiano não perdeu de mais, foi graças a ele. O rapaz pode falhar (como falhou no primeiro turno contra o Inter, mas nem de longe o Bahia está assim por causa dele.

Voltando ao Inter, no lance do gol anulado do Bahia, a zaga falhou de novo. Onde? Bola aérea. 
Sorte do Inter que o Bahia é muito ruim, ou o jogo poderia ter ficado um pouco mais complicado. Nada que influenciasse ou tirasse a vitória, entretanto.

Mas voltando ao motivo desse post. O Inter deve definir (mas não sei se conseguirá) qual o Inter vai enfrentar os adversários. O desempenho do time é muito irregular nos últimos jogos. Nas últimas sete partidas o time ganhou três (Bahia, Fluminense e Coritiba) e perdeu quatro (Flamengo, Corinthians, Chapecoense e Cruzeiro). Marcou 10 gols e sofreu 14. Entretanto, o que chama a atenção são os desempenhos nas partidas. Praticamente um eletrocardiograma, algumas vezes com oscilações bruscas durante a mesma partida. 

Contra o Cortiba, escapou do empate e fez o quarto gol. Contra o Cruzeiro foi dominado no primeiro tempo e dominou no segundo. Depois veio o vexame no oeste catarinense. Um ponto fora da curva. Nunca vai acontecer de novo, tipo os 7 a 1 da Alemanha. A partida contra o Fluminense foi a melhor do Inter no período. Só que os dois jogos seguintes, contra Corinthians e Flamengo escancararam de vez os problemas defensivos. Os paulistas chutaram duas ou três vezes contra o gol do Inter e fizeram. O relato do jogo contra o Bahia mostrou as oscilações sofridas também.

Nos próximos jogos enfrenta Santos, Grêmio, Goiás, São Paulo, Atlético-MG, Palmeiras e Figueirense. Uma tabela encardida. Se quiser sonhar com a vaga na Libertadores, porque convenhamos, o título já está definido, o time terá que melhor muito, especialmente na defesa. Não é possível ser um eletrocardiogama. É necessário fazer mais.

Fica o desafio para o Abel fazer o time ser mais consistente.
Não basta atacar o tempo todo. Tem vezes que o time deve conter o ímpeto do "vamos pra dentro deles" que o Abel ama.
Tem que jogar com inteligência.
Está faltando isso ao Inter.

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