quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A RODADA DA DUPLA E O GAÚCHÃO DE 2015

Primeiro de tudo, pedimos desculpas pela falta de posts aqui no blog. Os integrantes passam por momentos de vida com muitas atividades.

Nosso presidente Evangélico do Badoo está viajando pela Europa com a desculpa de estar “estudando inglês”. Em dois meses lá já conheceu Espanha, Malta, Londres, Itália e Alemanha, além de já ter programado idas para Bulgária e Bélgica.
Nosso Periguete “sossegou o facho”, casando no último dia 11 e com o stress do casamento da mascada sem limites deixado para trás.
O Ex-Bêbado teve alguma recaídas, está voltando a viver um dia de cada vez, além de ser ativista político nas horas vagas. Assim que passar as Eleições ele volta a escrever.
Já o Príncipe... Bom, ele é a cara bonita dos nossos vídeos. Ele não precisa escrever.
E este que vos fala, Capitão Bom-Moço, estava envolvido com um projeto para o Doutorado, o que tomava tempo e cabeça.

Passadas essas etapas, voltamos a nossa atenção para o Brasileirão e NFL com mais atenção.

Ontem tivemos 30ª rodada do Brasileirão.
O Cruzeiro, mesmo sem ser o time do ano passado, ainda é o favorito. São 7 pontos de vantagem sobre o São Paulo. Uma folga confortável. Não deve perder o título.

Já do 2º (São Paulo) ao 6º (Grêmio) a diferença é de 3 pontos e promete movimentar a disputa nesses oito jogos restantes.

A Dupla Gre-Nal entrou ontem em campo e mostrou mais do que já vem mostrando ultimamente.

O Internacional, mesmo com o Golden Boy Nilmar, não foi capaz de vencer o Flamengo do Profexô Luxemburgo.

A atuação defensiva do Internacional, novamente, foi aterrorizante.

Os laterais são fracos. Wellington Silva era reserva do Fluminense e veio pra cá pra ser titular. Fabrício é aquilo: capaz de fazer uma baita jogada e uma baita cagada no mesmo jogo. É um jogador que descuida demais da marcação e não é por outro motivo que um número considerável de gols aconteça em lances com a sua participação. Sobre o goleiro, acho a troca do Dida pela Alisson positiva para o Inter. É um jogador jovem, com potencial para melhorar, pode ser um pouco inconstante ainda, mas é mais goleiro que o irmão Muriel. Entretanto, acho que no Gre-Nal quem deve jogar é Dida, pela experiência.

O meio-campo colorado sente a falta do jogador que deu equilíbrio ao setor na sequencia de vitórias do Inter: Wellington. O jogador que veio do São Paulo sem muito cartaz arrumou o time quando jogou, pois dava cobertura para a zaga, coisa que o Willians e o Aranguiz não fazem. Sem ele, o Inter tem uma campanha pífia nos últimos jogos. Na criação e articulação, D’Ale faz falta, ainda mais quando seu substituto é o Jorge Henrique. Alan Patrick jogou bem os dois Gre-Nais do Gaúchão e depois sumiu. Quem faz falta aqui é o Sasha. Ele conseguiu dar velocidade na transição, verticalidade e parceria ao ataque para o time, mas as lesões tomam conta dele.

O ataque de fato é o único ponto forte do Inter. Nilmar, o Golden Boy, mostrou que ainda é um baita jogador e que se esconder no Catar por dois anos foi um passo para trás na sua carreira, mesmo que tivesse enchido os bolsos (e os dos filhos e netos) de dinheiro. Entretanto, esse ano não é o dele. Ele está jogando na necessidade, por falta de opção. Ou alguém acha que Rafael Moura e WP9 podem fazer mais pelo time? Não, não. Nilmar a 60% é mais que os dois outros somados.

A verdade é que a campanha do Inter (e a do Grêmio também, já chego nela) é mentirosa. Ganhou alguns jogos na “chiripa” e foi acumulando pontos. Como o nível é baixo, consegue trocar alguns pontos com outros times e fica na turma de cima. Olhando o quatro times que estão no G-4, tem menos qualidade que todos. E falo em qualidade geral, como um time, não pegando jogadores isolados. Se terminar nessa colocação é um achado, ainda mais se um dos três acima que ainda estão na Copa do Brasil ganhá-la e empurrar uma vaga na Pré-Libertadores para baixo.

Falando do Grêmio agora. O time ganhou do Figueirense pelo placar favorito e atinge a mesma pontuação do Inter (50). Porém o jogo de ontem mostrou pontos importantes para análises.

A defesa do Grêmio está absurdamente bem. São 17 gols em 30 jogos. Marcelo é, disparado, o melhor goleiro do Campeonato. Pará parou de comprometer tanto e Zé Roberto na esquerda é surpreendente e me faz morder a língua, pois achei que o moço não conseguiria jogar mais ali. A zaga é outro ponto positivo. Depois de insistir com Werley e a zaga vazar bisonhamente, Felipão colocou Geromel ao lado de Rhodolfo e o sistema ganhou estabilidade.

Claro que isso só acontece pela ajuda do meio-campo. Felipão arma o time com três volantes e ontem chegou ao ponto de colocar quatro em campo. Joga por uma bola. Parece que Felipão aprendeu depois das duas bordoadas que tomou na Copa. Claro que não podemos comparar, pois são competições distintas, mas que é engraçado é. Só que essa preocupação demasiada com a defesa nos tira poderio de criação. O tricolor tem feito pouca coisa em termos ofensivos. Giuliano foi trazido para a posição que não é a que ele joga. Alan Ruiz foi engavetado. Ao meu ver, ele é o cara certo para ser o jogador do Grêmio para a criação.

No ataque Barcos está resolvendo quando acionado. Dudu é correria com baixo aproveitamento nas finalizações. Luan é a cara da boçalidade. Jogador que não tem brio, sempre com aquela cara de molóide em campo. Os problemas ofensivos são muito mais da falta de criação de jogadas do que de qualidades dos jogadores.

Enfim, a dupla está cheia de problemas para resolver e não há tempo para treinar.
Iremos ficar vendo os jogos daqui pra frente e o que o campo vai nos mostrar não fugira disso.
O Internacional fazendo água na defesa e comprometendo a campanha, apesar da qualidade acima da média dos homens de frente.
O Grêmio, seguro, aguerrido, marcando até a sombra e não tendo perna (e cérebro) pra chegar a frente e fazer os gols que são necessários.
Ao fim do campeonato, provavelmente veremos os dois morrerem abraçados, sem a vaga na Libertadores.
Finalmente termos um Campeonato Gaúcho disputado.


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